Nas áreas rurais,
é comum a utilização do cavalo como montaria
para passeio, para ir a carreiradas, ir à missa (zona de
imigração); para fazer compras no bolicho (armazém
ou venda de campanha); para conduzir as crianças à
escola; para acompanhar enterros e também para acontecimentos
mais alegre, como, por exemplo, ir a um fandango (baile rural)
e cerimônias de casamento.
      Além de ser usado
como montaria, o cavalo é utilizado para tração
de carroças, gaiotas, jardineiras, charretes, etc.
      A maior atuação
do cavalo, no Rio Grande do Sul, é na lida campeira. É
elemento imprescindível para "parár rodeio",
"laçar e pelear", nas marcações
e castrações; nas camperiadas, "recorrendo"
o campo; nas tropeadas e nas rondas noturnas, quando há
gado estranho no campo.
      O gaúcho monta
a cavalo da esquerda para a direita. Quem monta ao contrário,
é dito "baiano".
      O gaúcho dá
preferência ao cavalo dito crioulo. Chama-se crioulo o que
descende "dos importados pelos conquistadores da América
e que, aqui aclimatamos, vieram a construir uma raça zootécnica
com caracteres bem definidos".

      Através de pesquisa
de campo, observamos as mais variadas denominações
dadas ao cavalo, com relação à idade, sinais,
pelagem, andadura, manhas, etc.
      Quanto a idade, recebe
as seguintes denominações?
      POTRANCA ou POTRILHO
é o cavalo recém nascido.
      POTRANCA, no caso de tratar-se de fêmea
(nome que conserva enquanto não for coberta)
      POTRO é o cavalo novo, macho.
Texto extraído
do livro "O CAVALO NO RIO GRANDE DO SUL" da Pesquisadora
Liliam Argentina Braba Marques
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