Um dia,
o velho guerreiro e sua filha receberam a visita de um viajante,
que foi muito bem tratado por eles. À noite, a bela jovem
cantou um canto suave e triste para que o visitante adormecesse
e tivesse um bom descanso e o melhor dos sonos.
      Ao amanhecer, antes de recomeçar
a caminhada, o viajante confessou ser enviado de Tupã,
e para retribuir o bom trato recebido, perguntou aos seus hospedeiros
o que eles desejavam, e que qualquer pedido seria atendido, fosse
qual fosse.
      O velho guerreiro, lembrando que a
filha, por amor a ele, para melhor cuidá-lo, não
se casava apesar de muito bonita e disputada pelos jovens guerreiros
da tribo, pediu algo que lhe devolvesse as forças, para
que Yari, livre de seu encargo afetivo, pudesse casar.
      O mensageiro de Tupã entregou
ao velho um galho de árvores de Caá e ensinou a
preparar a infusão, que lhe devolveria as forças
e o vigor, e transformou Yari em deusa dos ervais, protetora da
raça guarani.
      A jovem passou a chamar-se Caá-Yari,
a deusa da erva-mate, e a erva passou a ser usada por todos os
componentes da tribo, que se tornaram mais fortes, valentes e
alegres.
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