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a cultura e o
tradicionalismo gaúcho.


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TRADICIONALISMO

      É um sistema organizado e planificado de culto, prática e divulgação desse todo que chamamos de Tradição. Obedece uma hierarquia, possui um alto programa contido em sua Carta de Princípios, que deve na medida do possível, realizar e cumprir. Tradição, comparativamente, é o campo das culturas gauchescas. Tradicionalismo é a técnica de criação, semeadura, desenvolvimento e proteção das suas riquezas naturais, através de entidades sociais praticantes desse culto.

      É basicamente um movimento. O tradicionalismo gaúcho é um estado de consciência que busca preservar as boas coisas do passado, com influência com o progresso, adequando esse procedimento a evolução por culto e vivência sem desvirtuar a origem.

NATIVISMO

      É a qualidade ou caráter de nativo, do lugar. É exatamente daqui, é aquele que tem aversão ao estrangeiro. É um aspecto do regionalismo. O nativismo está dentro de um espaço menor do que o regionalista. Este vive atua , reverencia um região que pode ter uma abrangência além do seu território nato, enquanto que o nativista tem a mesma atuação exclusivamente dentro da área que ele delimita como sendo nativo.

REGIONALISMO

      É corrente artística direcionada aos temas do local onde se desenvolve. Movimento que trata dos interesses de uma região, que registra a maneira de falar, de declamar, de cantar , de vestir , de cumprimentar , de se alimentar . São os mais diversos aspectos de procedimento dos habitantes de uma região.

      O regionalismo envolve todas as particularidades econômicas, culturais e procedimentais de uma região. O regionalismo está dentro do tradicionalismo. Porém, a recíproca nem sempre é verdadeira.

FOLCLORE

      Folclore é a ciência que estuda os modos de sentir, de agir e as peculiaridades encontradas nas camadas populares das sociedades civilizadas. É o conjunto preservado pelas tradições populares. Etimologicamente vem do inglês "folk", o que quer dizer povo e o "Iore", que significa conhecimento popular. Assim definiu o inglês William John Thoms, escrevendo a palavra Folclore pela primeira vez. Folclore é a ciência que estuda os fatos sociais, culturais artísticos e tradicionais de um povo.

      É a ciência que aglutina as tradições de uma região, expressas em suas crenças, contos provérbios, lendas , usos e costumes. É a cultura popular, tornada normativa pela tradição. Alguns folcloristas estendem o campo do Folclore a todas as sociedades, até as primitivas. Entretanto, a existência de graus diferentes da mesma cultura é necessário para caracterizar o fenômeno. Assim o Folclore planta suas raízes no passado imemorial da sociedade, e se projeta com voz do presente e do futuro.

      Temos como traços culturais que o Folclore participa de um processo geral que envolve, permanentemente, mecanismos internos, aquisitivos, desintegrativos e de recombinação e movimentos internos que tomam formas agressivas ou acomodativa, que por sua vez ocasionam novos processos internos, ora como toda a modificação no todo, o Folclore modifica-se sob a ação das várias forças espont6aneas e dirigidas da sociedade, por sua vez, provoca modificações no todo, que é a sociedade.

GAÚCHO

      Nome pelo qual é conhecido o homem do campo na região dos pampas da Argentina, Uruguai e do Rio Grande do Sul e, por extensão, os nascidos neste estado brasileiro.

      Originariamente, o termo foi aplicado, em sentido pejorativo (como sinônimo de ladrão de gado e vadio), aos mestiços e índios, espanhóis e portugueses que naquela região, ainda selvagem, viviam de prear o gado que, fugindo dos primeiros povoamentos espanhóis, se espalhava e reproduzia livremente pelas pastagens naturais. Igualmente livre, sem patrão e sem lei, o gaúcho tornou-se hábil cavaleiro, manejador do laço e da boleadeira.

      No séc. XVIII, foi o gaúcho brasileiro um instrumento de fixação portuguesa no Brasil meridional, contribuindo para a manutenção das fronteiras com as regiões platinas. Com o estabelecimento das fazendas de gado e com a modificação da estrutura de trabalho, o gaúcho perdeu seus hábitos nômades, enquadrando-se na nova sociedade rural como trabalhador especializado: era o peão das estâncias.

      O reconhecimento de sua habilidade campeira e de sua bravura na guerra fez com que o termo "gaúcho" perdesse a conotação pejorativa. Paralelamente, surgiu uma literatura gauchesca, incorporando as lendas de sua tradição oral e as particularidades dialetais, e exaltando sua coragem, apego à terra, seu amor e liberdade.

 

Fonte: tradicao.pampasonline.com.br

 

 

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