O uso do lenço
à cabeça procede da Península Ibérica.
      Os bandeirantes usaram
lenço à cabeça, bem como os gaúchos
e os índios minuanos. Estes usavam um lenço dobrado
passado ao redor da cabeça.
      O termo vincha não
foi mencionado na área brasileira. Entre os castelhanos,
era uma cinta, faixa de tecido “pampa”, tira de couro,
ou um lenço dobrado com que os “índios e paisanos”
sujeitavam os cabelos. Atualmente, só usam a “vincha”
os domadores.
      O lenço ao pescoço
é de introdução européia e de uso
em vários países sul-americanos: Bolívia,
Argentina, Uruguai e Brasil.
      Há vários
tipos de nós, havendo alguns de simbolismo político,
como o Republicano composto de dois topes e uma “rapadura”
ao centro.
      No anuário do
Rio Grande do Sul de Graciano de Azambuja, há informes
sobre o nó republicano. Sua colocação, a
do lenço à cabeça é explicada por
Augusto Meyer: “... o engenhoso laço feito com as
pontas de grande lenço vermelho, que recobre a cabeça,
caindo em pontas sobre as costas, e com as outras pontas atava-se
um complicado nó de gravata pendendo sobre o peito”.
      Paixão Côrtes
em “O Gaúcho, Danças, Trajes, Artesanato”
faz descrição minuciosa sobre os diferentes nós
de lenços. Os mais conhecidos são: nó de
correr ou de namorado, nó republicano, nó de ginete,
nó comum.
      Quanto às cores,
houve tempo em que elas significavam partidos políticos:
• Chimango (ala radical do Partido Liberal no I e II Impérios)
cor branco.
• Maragato (partidários do parlamentarismo defendido
por Gaspar Silveira Martins - Revolução Federalista
de 1893, posteriormente Partido Libertador) cor vermelha.
      A origem da palavra Maragato
vem do Uruguai; o chefe gasparista Gumercindo Saraiva procedia
do departamento de San José (da Banda Oriental), colonizado
por espanhóis procedentes da Maragateria de Espanha.
      O lenço usado
“a meia espádua”, imita a antiga charpa de
uso na Europa que, aqui no Brasil, foi utilizada pelos bandeirantes.
      Os campeiros da região
serrana do Estado do Rio Grande do Sul usavam lenço como
escoteiros com a ponta caída às costas. Não
só de uma cor lisa, mas também de xadrez miúdo.
      É de uso comum
entre gaúchos uma presilha em forma de anel (muitas vezes
a própria aliança), para prender o lenço,
substituindo assim, o nó. O material usado para isto varia:
chifre, osso da canela de avestruz, metal, couro, ouro e prata.
TIPOS DE NÓS DE LENÇO
Nó de Namorado
ou de correr
Nó Republicano
Nó de Ginete
Nó Comum
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