Flor Gaúcha
Iaro Ademir Bruno
Nasci do ventre do pampa
Do meu Rio Grande aragano,
De uma cruza com o minuano
Que açoita a noite gelada.
Vim ao mundo na alvorada
De uma fria manhã de inverno,
Tenho só o colo materno
A testemunhar minha chegada.
Mesmo assim venci a luta
Que travei pela existência,
Sem nunca pedir clemência
Pelas agruras da vida.
Sempre andei de fronte erguida
Pois cresci na fé cristã,
Rezo à noite, de manhã,
Pedindo ao pai das alturas
Que derrame suas venturas
Nesta terra tão pagã.
Sei que sou boa filha
E me orgulho do meu lar,
Sempre gostei de estudar
E auxiliar a quem precisa
Porque para mim não há divisa
De credo, raça ou de cor.
E sei também que o amor,
Um dia, há de fazer-me um apelo
E prometo, prometo só recebê-lo
Sob as bênçãos do Senhor.
E quando esse dia chegar,
Quero estar preparada,
Quero amar e ser amada,
Dar carinho e receber
Pois só assim sei viver
Seja lá onde estiver.
Se sou orgulhosa e faceira,
É que além de ser brasileira,
Sou gaúcha e sou Mulher!
Voltar